Empreendedores querem ser transformadores do sistema

Aos poucos, os empreendedores negros e negras vão absorvendo os objetivos e princípios do Projeto Brasil Afroempreendedor. No seminário do Rio de Janeiro, as palavras rede, coletivo, transformação, fortalecimento, foram tomando conta das falas, incorporadas ou reforçadas pelos empreendedores, palestrantes e equipe do projeto. Mais de 70 pessoas participaram das oficinas do seminário do Rio de Janeiro. A avaliação final foi muito positiva, em função da qualidade geral da atividade.

Um consenso muito forte foi o de que os afroempreendedores não querem ser alimentadores de um processo de acumulação. Nisso, estão de acordo com o tom da palestra proferida pelo professor Marcelo Paixão na tarde do primeiro dia de seminário. Durante sua exposição, o professor convidou a todos a refletirem sobre o papel de cada empreendedor no processo produtivo. E questionou sobre a necessidade de entenderem seus papeis como reprodutores ou transformadores de um sistema que até aqui é de pura exclusão, com dificuldades de toda ordem para a manutenção de negócios autossustentáveis.

Na tarde de sexta, o consultor do SEBRAE do Rio de Janeiro, Nelson Santos Ramos, ressaltou a necessidade de formação de redes para a sustentação dos empreendimentos. Ao abordar o tema da gestão financeira e da organização dos negócios, Ramos destacou uma das características fundamentais para a sobrevivência das empresas: as trocas constantes de informações. Segundo o consultor, as redes são um pilar importante tanto para discutir questões de gestão e administração, quanto para a organização estratégica. Tanto assim que a consultoria individual aos poucos vai perdendo terreno para a consultoria coletiva, que favorece grupos de atores nas cadeias produtivas. Atualmente, o potencial coletivo é o diferencial. Ao final, o consultor pré-agendou os primeiros atendimentos a grupos de empreendedores que participarão do projeto.

Como ocorre em todas as edições dos seminários estaduais, na tarde do segundo dia os empreendedores dedicaram-se à discussão sobre os planos de negócios que esboçaram ao longo do seminário. Também obtiveram mais informações sobre o funcionamento do projeto e fizeram uma avaliação dos dois dias de atividade. Em nível geral, o seminário foi considerado excelente, pelo ineditismo e pelas ferramentas colocadas à disposição do público presente.

Rio Grande do Sul

Na semana que vem, nos dias 3 e 4 de abril, será a vez do Rio Grande do Sul receber o Projeto Brasil Afroempreendedor. O seminário acontecerá em Porto Alegre. Ainda em abril acontecem os seminários da Bahia, nos dias 10 e 11, de Pernambuco, nos dias 15 e 16, e na Paraíba, nos dias 24 e 25.

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