Mineiros têm participação ativa no seminário estadual do projeto Brasil Afroempreendedor

A participação ativa dos empreendedores mineiros marcou os dois primeiros dias do seminário estadual do projeto Brasil Afroempreendedor. Além disso, pôde-se observar uma mudança no perfil dos participantes. A força do ramo marceneiro, do comércio, principalmente na área da alimentação, da comunicação, com rádios comunitárias atuantes, entre outros segmentos, está presente no seminário, assim como as representações quilombolas. Mais uma vez, as mulheres empreendedoras são maioria, com quase 70% do total dos participantes.

Diferente das outras edições, o Seminário de Minas Gerais, que será realizado até esta sexta na Escola Sindical Sete de Outubro, em Belo Horizonte, teve uma abertura separada dos dias de atividades formativas propriamente ditas. Na abertura, na Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), estiveram presentes mais de 100 pessoas, que prestigiaram o lançamento do projeto e do livro Patrimônio Cultural, Território e Identidades. O livro foi organizado pelo coordenador executivo do projeto Brasil Afroempreendedor, João Carlos Nogueira, com textos do professor Marcos Cardoso, um dos integrantes da mesa. Além dele, participaram da mesa de abertura o gerente da Unidade de Políticas Públicas do SEBRAE estadual, Jefferson Ney Amaral, Glawerick Lobo, representante da ACMinas, Bernardo Nascimento, presidente do CEABRA/MG, Palowa Mendes, representando a municipalidade, Betina Borges, empresária e militante da questão racial,Antônio Thobias, consultor e representante do SEBRAE Nacional, e Adilton de Paula, coordenador institucional do projeto Brasil Afroempreendedor, representando o IAB, entidade executora do projeto. O ex-ministro da Indústria e Comércio (MDIC), Fernando Pimentel, que é mineiro, enviou carta destacando a importância do projeto e o trabalho com as pequenas e microempresas. Antes da criação da Secretaria das Micro e Pequenas Empresas, o MDIC tinha uma secretaria específica para o assunto em seu organograma.

Nesta quinta, os trabalhos começaram cedo, com a palestra de abertura proferida pelo consultor da Petrobras e ex-delegado da Delegacia Regional do Trabalho de Minas Gerais, Carlos Calazans. O consultor destacou a necessidade de investir no segmento do empreendedorismo afro-brasileiro como forma de incentivar empresários negros e negras a superar as reconhecidas dificuldades enfrentadas no mercado. A tarde seguiu o curso dos seminários anteriores, com a apresentação detalhada do projeto aos participantes pelo coordenador institucional Adilton de Paula e a oficina com orientações para a elaboração de Plano de Negócios, Construção de Cenários de sucesso e Análise de mercado, do consultor do SEBRAE Nacional, Antônio Thobias. O dia foi encerrado com relatos de casos de sucesso, com a coordenação da consultora estadual do projeto em Minas Gerais, Cleide Hilda. Relataram experiências a empresária Betina Borges (Salão Beleza Negra), Maria Mazzarello Rodrigues (Mazza Edições), e Macota Kiamaza, produtora cultural, presidente da Associação Nacional dos Empreendedores da Moda, integrante do Comitê Gestor do projeto.

Nesta sexta, o seminário prevê a palestra sobre Organização dos negócios, Fontes de fomento e financiamento, com o coordenador executivo João Carlos Nogueira. À tarde, haverá palestra temática sobre Administração e controle financeiro do negócio, Gestão de tempo e Gestão de recursos, com consultoria técnica do SEBRAE/MG, a continuidade da oficina sobre planos de negócios e o encerramento, com a assinatura dos Termos de Compromisso com o projeto pelos empreendedores presentes.

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ROSANE FRANCISCA NUNES DA SILVA

Estou curiosa para conhecer a forma como tudo vai ser estruturado pois precisamos de um apoio efetivo para podermos deslanchar junto de uma infraestrutura competitiva e organizada que termos nos dias de hoje no mundo do empreendedorismo, pois espero que seja na forma de encubadora para que nossas estrategias sejam protegidas e implementadas com base e conhecimento para garantir nossa sobrevivência aos primeiros anos que são os mais difíceis pela falta de verba e de parceiros para as negociações dos produtos e expansão de nosso negocio. acredito que o sistema de encubadora é o único que pode nos garantir uma assistência administrativa efetiva para nos garantir o sucesso .

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