Propostas de financiamento e trocas de experiência mobilizam empreendedores em Goiás

A variedade das experiências culturais e de empreendedorismo afro-brasileiro foi destaque na abertura do seminário estadual do projeto Brasil Afroempreendedor em Goiás. Quilombolas da comunidade Kalunga, a maior comunidade de remanescentes de quilombo do Brasil, jovens empreendedores, empresas de advocacia e de estética constituíram um mosaico que é o retrato da diversidade no estado. Todas essas experiências foram somadas para dar à abertura do seminário um perfil diferente das edições anteriores, com muita troca de experiências em vários campos de atividade. O seminário acontece até esta sexta-feira no Auditório 1, Área 2, da PUC de Goiás. Logo após a abertura, os participantes acompanharam a apresentação do projeto e o lançamento do livro “Desenvolvimento e Empreendedorismo Afro-brasileiro”.
A mobilização dos empreendedores e dos apoiadores garantiu uma participação de muita qualidade neste primeiro dia de atividades. Participaram da mesa de abertura José Eduardo da Silva, representando a Prefeitura de Goiânia, Márcia Alencar Santana, representando a reitoria da PUC/GO, Adilton de Paula, coordenador institucional do projeto Brasil Afroempreendedor, Rogério Rodrigues do Nascimento, da Fundação Cultural Palmares (FCP/MINC), Lucilene dos Santos, gerente de projetos de Comunidades Tradicionais da Secretaria Estadual de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (SEMIRA), Antônio Thobias, consultor do SEBRAE Nacional, Marco Antonio de Melo e Cunha, representando o SEBRAE/GO e Luiz Carlos Ribeiro da Costa, presidente do CEABRA/GO.
Mais uma vez, a perspectiva de criação da Rede Nacional de Afroempreendores empolgou os presentes. A presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial, Janira Sodré, integrante da Comissão Organizadora do seminário e Coordenadora do Programa de Estudos e Extensão Afro-brasileiro da PUC/GO afirmou que “esta é uma oportunidade ímpar de capacitação e abertura de oportunidades de fomento, com enormes possibilidades de geração de desenvolvimento econômico e de riqueza”. Para Janira, a aposta maior na criação das redes de afroempreendedores deve-se ao enorme potencial dos vários nichos da economia afro no estado. Desde nichos urbanos, como os da área da estética e da moda, até os rurais, com as cadeias produtivas dos quilombolas. “Queremos fortalecer essas iniciativas”, afirma.
Durante a tarde, o ponto alto do seminário foi o painel sobre oferta de crédito e de linhas de fomento, com a participação de representantes da Caixa Econômica Federal (CRESCER), Banco do Brasil, Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (SUDECO), através do Fundo Centro-Oeste, e a Goiás Fomento, entidade de financiamento do estado. Antes, palestra do SEBRAE Nacional e do SEBRAE/GO abordaram os cursos que estão sendo ofertados para os empreendedores que participarem do projeto.

Também durante a tarde, outra oportunidade que mobilizou os participantes foi o programa de capacitação oferecido pelo projeto Brasil Afroempreendedor em parceria com a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio. A partir do programa, os empreendedores serão capacitados para a elaboração de planos de negócios. Quem participar da capacitação e elaborar o plano de negócios terá acesso a uma linha de financiamento com valores entre R$ 2 mil e R$ 25 mil.

Ao final deste primeiro dia, empreendedores afro-brasileiros apresentaram uma exposição de negócios para comercialização de produtos e troca de experiências. O seminário continua amanhã, a partir das 8h30, com novo painel de relatos de experiências de empresários negros e negras.

Fonte Imagem: Valdir Araújo – Comunicação Setorial – Semira

Compartilhe!

Deixe o seu comentário, queremos ouvir você