Rede de Afroempreendedores ganha força em Minas Gerais

O seminário estadual do Projeto Brasil Afroempreendedor em Minas Gerais registrou uma das mais positivas participações dos empreendedores com relação à formação de redes de negócios. Além da variedade de cadeias produtivas participantes (alimentação, confecção, cultura, marcenaria, ramo imobiliário, entre outros), houve também interesse de médios empresários, além dos micro e pequenos a quem o projeto se destina. Mais do que isso, os empreendedores que participaram dos três dias de atividade compreenderam a essência do projeto, começando a formar parcerias ali mesmo, durante as atividades.

Uma das novidades foi a forma de realização das parcerias. Vários sorteios de serviços foram realizados. Os vencedores tinham direito à prestação desses serviços em seus negócios ou em suas comunidades. Exemplos. A comunidade quilombola Cachoeira dos Forros, da cidade de Passa Tempo (MG), tem vários problemas com as construções de moradias, mas ganhou uma planta para a construção das casas oferecida por um grupo de jovens arquitetos presentes ao seminário. Em outro sorteio, outra comunidade quilombola ganhou um sorteio para fazer curso de estética. Houve também sorteio de programação visual para sites e papelaria, feita por profissionais da área de comunicação. Enfim, a rede se fazendo de forma concreta, durante as atividades de formação.

“As reflexões sobre o significado da rede de empreendedores qualificaram as discussões, envolvendo pessoas de áreas muito diferentes e com muito comprometimento com o projeto”, afirma a consultora estadual do Brasil Afroempreendedor em Minas Gerais, Cleide Hilda. Ela destaca também a participação efetiva da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas) e do SEBRAE/MG. Segundo a consultora, essas duas entidades estão sendo fundamentais para o apoio às iniciativas dos empreendedores negros e negras do estado. E justificaram a presença de mais de 60 empreendedores no seminário, alguns vindos de localidades distantes do estado para se integrar ao projeto.

Como os representantes do quilombo de Virgem da Lapa, que viajaram nove horas para participar dos dois dias de atividade. Ou pessoas com empreendimentos estabelecidos há 20, 30 anos, que se interessaram em saber como podem encontrar soluções para dificuldades que enfrentam no dia a dia. “É gente que vem buscar novas informações, que acredita que um projeto como o Brasil Afroempreendedor tem coisas a oferecer mesmo para quem tem negócios consolidados”, diz a consultora.

Seminário do Amapá

O próximo seminário do projeto acontece no Amapá, nos dias 15 e 16 de maio. As inscrições podem ser feitas aqui. Será o nono seminário do projeto, dos 12 previstos.

 

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