Seminário estadual SC
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Relatos de afroempreendedores dominam segundo dia do seminário de Santa Catarina

Na manhã desta sexta-feira, 14, os participantes do seminário do Projeto Brasil Afroempreendedor em Santa Catarina fizeram relatos emocionantes de suas incursões sobre o mundo do empreendedorismo. Histórias de abertura e fechamento de negócios, criatividade para a superação de dificuldades, portas fechadas em bancos e em instituições de atendimento foram frequentes. Mas, quando a necessidade de seguir em frente é a única alternativa de se manter, não no mercado, mas na própria vida, todas as opções têm de ser avaliadas. E, para os afroempreendedores, oportunidades como a oferecida pelo Brasil Afroempreendedor devem ser aproveitadas.


Mais do que avaliar a importância desta ou daquela história, os relatos serviram para mostrar um quadro que terá de ser enfrentado pelo projeto ao longo dos dois anos de duração previstos em seu cronograma. Não é um projeto voltado para empreendimentos estruturados e com eventuais dificuldades de funcionamento. São empreendimentos ligados profundamente às histórias de vida dos empreendedores. A psicóloga Aparecida, de Laguna, por exemplo, tem duas clínicas de psicologia na cidade, uma que administra em sociedade e outra com o marido. Tudo montado com recursos próprios, seus e de seu marido. “Houve momentos em que tive de acreditar muito, e sozinha. E foi uma luta”, afirma. “Não posso ficar doente, triste, viajar, participar dos movimentos sociais, das reuniões, daquilo que mais gosto. Porque sobrevivo de uma agenda que é marcada para mim. Quando soube do projeto, pensei que era uma chance de modificar a situação, mantendo meu negócio, mas ampliando.”

Houve também depoimentos de atrizes, decoradores, fotógrafos, marceneiros, vendedores de alimentos, projetos sociais, empreendedores da área de tecnologia, enfim, toda uma gama de perfis de pessoas em busca de conhecimento e de ferramentas para qualificar seus negócios. Como Rony Costa, proprietário de um estúdio de fotografia que “cansou de enriquecer empresas“. Com recursos próprios, montou um estúdio fotográfico que também é escola de fotografia. Com dificuldades para gerenciar seu empreendimento, apostou no projeto para ajustar a gestão. Ou Queila, microempreendedora individual com formação em Telecomunicações e em redes de comunicação e dez anos de experiência na área de telefonia e telecomunicações. “É difícil encontrar negros na área de tecnologia, principalmente mulheres”, alerta. “Quero ter uma empresa que possa ajudar a encontrar soluções em tecnologia e ajudar os participantes do projeto em seus empreendimentos.”

A montagem de planos de negócios é uma das principais dificuldades dos empreendedores. E foi justamente sobre isso que falou o consultor Sebrae Nacional Antônio Thobias, logo após o encerramento dos relatos. O consultor reuniu os participantes do seminário em pequenos grupos e pediu que preenchessem um roteiro com vários itens para a formulação de um plano de negócios. A atividade se estendeu pela tarde, logo após a palestra do representante do Sebrae de Santa Catarina, sobre administração e controle financeiro.

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